O Brasil vive um momento único de transformação, no qual o capital direcionado a projetos sustentáveis se apresenta como solução para desafios sociais e ambientais.
Com portfólio mapeado próximo a R$ 473 bilhões, existe um potencial de crescimento econômico sustentável ainda pouco explorado por investidores locais e estrangeiros.
Dados recentes apontam 2.580 projetos públicos e privados com viabilidade de inclusão em estratégias ambientais e climáticas.
A distribuição por setor indica maior concentração em indústria e mobilidade, seguido por energia, saneamento, bioeconomia e turismo.
Embora sejam números promissores, menos de 1% do patrimônio líquido da indústria esteja em fundos verdes, sinalizando uma oportunidade de investimento inexplorada.
O governo brasileiro e entidades privadas criaram mecanismos para atrair capital e garantir fluxo de capitais privados sustentáveis ao país.
Cada iniciativa tem papel fundamental para consolidar o Brasil como destino de recursos verdes e aumentar a capacidade de absorção de investimentos em infraestrutura limpa.
Recentemente, o Conselho Monetário Nacional aprovou medidas para facilitar o financiamento de projetos sustentáveis a partir de janeiro de 2027.
Entre as novidades estão instrumentos de captação via fundos, limite de remuneração reduzido e normas contábeis alinhadas com padrões internacionais.
Além disso, as novas regras para emissão de títulos verdes exigem auditoria independente, relatórios periódicos e detalhamento de riscos, promovendo segurança jurídica e estabilidade regulatória.
O apetite estrangeiro por ativos alinhados ao clima pode chegar a US$ 6 bilhões, especialmente em soluções baseadas na natureza, segundo pesquisas da Deloitte.
Para o investidor local, o momento é ideal para diversificar portfólio e consolidar conhecimentos em ESG e clima, áreas ainda em maturação no Brasil.
Essas ações fortalecem o tecido econômico e garantem impacto positivo no clima global, ao mesmo tempo em que geram retorno financeiro.
Apesar dos avanços, ainda há barreiras a serem enfrentadas: ampliar oferta de ativos verdes, transformar discurso em execução e consolidar a taxonomia brasileira.
A educação financeira e técnica de empresas e analistas precisa ser intensificada, garantindo que o investidor estrangeiro veja envolvimento ativo de atores locais.
Também é essencial desenvolver novos títulos verdes específicos para carteiras de fundos e projetos de regeneração que impulsionem a economia circular.
O CEBDS coordenou coalizões setoriais que identificaram medidas para reduzir emissões e promover práticas agroecológicas.
Iniciativas como o Tropical Forest Financing System estão em elaboração para remunerar diretamente projetos de conservação florestal.
O recém-anunciado Fundo Climático de US$ 1 bilhão, liderado pela Plataforma BIP, financiará ações catalíticas e dará escala a startups verdes.
Investir em projetos verdes no Brasil não é apenas um imperativo ético, mas também uma estratégia inteligente para rentabilizar recursos.
Ao alinhar capital com sustentabilidade, investidores contribuem para uma economia resiliente e um planeta mais equilibrado.
Esse é o momento de agir. Aproveite o impulso das novas regulações e plataformas, consolide conhecimento e faça parte de uma transformação ecológica global.
Referências